Da banausia à critica cultural

 O sofisma é a manipulação das evidências. A Eristica é a razão do discurso relatilizado

A entropia é uma lei da termodinâmica

A teoria da evolução contraria esta lei.

Uma lei pode provar que uma teoria, modelo ou cosmovisão de mundo está errada. Uma teoria não pode provar que uma lei esteja errada, nada pode estar mais equivocado que um raciocínio que inverte esta lógica primária. As implicações deste tipo de juízo são desastrosas. Gera outras teorias que ignoram esta é outras lei que devem amparar nosso raciocínio. Da evolução das espécies á teoria da abiogênese, da mitologia ao Big bang, a ciência foi contaminada por ideias que ignoram as evidências. Na cosmovisão antiga dos gregos, Hesíodo narra a criação do mundo a partir do caos. A ordem um dia surgiu da desordem. É poético mas nada lógico, e o absurdo que incorre deste tipo de premissa é absurdo e desastroso. 

Sabemos que na natureza tudo tem origem em uma ordem previamente estabelecida. A tendência natural é que tanto as coisas quanto as criaturas sofram o processo de degradação material ou biológica. As coisas são feitas ou nascidas e se degradam ao decorrer do tempo, experiência mostrar este fato em tudo que podemos observar. 

É a filosofia do absurdo.

De tanto pensar cheguei a conclusão que pensar faz mal, mas tentar não pensar me torna faz mais mal ainda nos torna péssimo. Aos 43 retomo meu chamado a escrita. Até aqui tenho escrito basicamente poesias desde a adolescência tardia. Queria fazer arte de qualquer maneira. O que tinha a mãos era papel e caneta, meus velhos cadernos do cárcere poético que vejo as traças comerem lentamente. Nada de relevante é claro, ora foram meu refúgio, ora foram os palcos da minha valentia. Hoje vejo-os como um inventário de uma terapia, São testemunhos desbotados de minha ousadia. 

Mesmo depois do advento da informática até a faculdade mantive este hábito de acumular papel sem valor ao invés de dinheiro. Sim me graduais em filosofia. Mas antes disto de estudante problemático já era surfista. Pegava minhas ondas, curtia aquela brisa desde relativamente cedo. Neste interinerario a religião sempre me acompanhou. FUI Batizado mas não fiz minha primeira eucaristia. Meu pai começou a peregrinar em várias religiões, se é que podemos assim chamar. Passei a frequentar de reunião do AA como acompanhante ao centro espírita, do espiritismo à igreja Messiânica. Do passe ao Jörei. Do Jorei aos decretos da Chama Violeta, no bairro da Piedade em um anexo superior a antiga casa de umbanda do senhor Didi, onde tinha duas salas um esotérica e outra de mesa mediúnica. Tudo isto antes dos 18 anos. Sim depois disto ainda cheguei a acompanhar meu pai em sua busca espiritual particular em pelo menos uma oferenda orientada por uma umbandista esposa de um conhecido dele.

Ele estava obcecado por esta busca frenética pelas mais diversas sendas religiosas. Lembro que cheguei a ter acesso a livros da Doutrina Secreta, Teosofia. E Glossário Esotérico de Trigueirinho. Eram obras que ele adquiria mas nem chegava à terminar de ler.

Chegou a comprar uma biblioteca inteira do esotérico que ministrava as sessões de Chama Violeta que ele confessou ter jogado malas de livros no mar em seus delírios sobre as verdades mais profundas deste mundo.

O abismo era abissal, vários títulos lançados no mar ofertados a iemanjar.

Talvez ele tenha feito isto para postergar a esquizofrenia que não tarnou a chegar.


Até então surfista e poeta, a busca pelo sagrado me levou a artesania como ofício provisório que se tornou ordinário. Passei a fábricar instrumentos musicais. Os tambores usados na cultura popular brasileira, as alfaias, caixas, zabumbas. Passei a viver a cultura popular como um verdadeiro sacerdócio. O couro tinha que gemer para que coro pudesse cantar. Esta saga começou por volta dos anos 2000. Em 2005 ingressei na faculdade de filosofia de onde só saí em 2014.

Em 2010 formei um conjunto musical chamado Canela Fina que durou até 2020

No marco da pandemia de Covid. Em 2016 minha filha nasceu e com ela a minha responsabilidade como pai. Em 2018 me filho nasceu e 2022 minha filha caçula para terminar de abrir este ciclo ternário. 

Todo este iintinerário para chegar a conclusão que a minha vocação é a crítica cultural. Isto é o que estou habilitado a fazer e mais que isto sinto uma profunda necessidade em contribuir nesta área tão estéril da cultura brasileira. 

Do efeito psicológico da música a crítica da arte, e.da crítica filosófica à crítica das ciências humanas incluindo política e teologia, Da exegese a hermenêutica. Da economia a educação. Não espere nada muito acadêmico pois até a academia será alvo da minha crítica. Da pedagogia a sociologia. Da antropologia a arqueologia. Da literatura a crítica histórica. Da poesia a mitologia. Da profecia à soteriologia. Da teleologia à escatologia. Da revelação às revoluções. Das revoluções a teoria da evolução, do darwinismo social ao racismo generalizante.. Da luta de classe aos conflitos mundiais. Do Big bang ao concílio Vaticano II. Do sincretismo religioso ao ecumenismo. Do modernismo ao sinodismo. Do tribalismo ao globalismo. Do escravismo ao trabalhismo. Da ideologia de gênero ao identitarismo. Do capitalismo ao comunismo. Do Liberalismo ao socialismo. Do individualismo ao coletivismo. Do imperialismo ao totalitarismo. 


O abismo é muito mais profundo que eu imaginava.


Minha  filha  me  perguntou o que é hóstia?


– É o mistério do corpo de Cristo. É o sacramento que Jesus revelou aos apóstolos na Santa ceia. Na quinta feira que antecedeu a Paixão de Cristo, que se celebra na eucaristia


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