Sonetos/ Da Felicidade à Ordem
DA FELICIDADE AO APRISIONAMENTO
Felicidade é
A Cidade de Deus
Na cidade dos homens
Também há sofrimento
Sobre a felicidade ideal
Se encobre o manto do real
Sobre a Felicidade
Foi fundada a utopia
Sob a utopia
A felicidade foi
Feita instrumento
De ideologia
Cosmo iniquidade
E aprisionamento
O TEMPO NÃO PODE SER PERDIDO
O plano da terra
Não é o escandâlo
O plano da terra
É o grande espetáculo
O mecanismo não é o problema
O problema é o mecanicismo
Entender um mecanismo
Não explica o processo
O tempo não pode ser perdido
O tempo pode ser desperdiçado
Mas nenhum tempo foi perdido
O tempo é restaurado na graça
A graça é a restauração do tempo
Logo o tempo é o trono do Pai
A FÉ CEGA É A FÉ MORTA
Sabe como a fé se torna uma faca cega
Sabe como um cego pode ser curado
Sabe como fazer andar um aleijado
Sabe como ressuscitar um morto
Sabe como ser glorioso
Sabe como curar um leproso
Sabe toda a sua genealogia
Sabe curar qualquer patologia
Sabe amar como Homem
Sabe amar como O Deus
Sabe amar como O Pai
Sabe cultuar o mistério
Sabe Guardar o segredo
Sabe revelar a sua Glória
A FÉ NO ABSURDO É NEURO DISTÚRBIO
A Crença na Criação é Sobre a Natureza
A crença na evolução é dessacralização
A natureza no estado de graça era o Éden
O Éden era nossa natureza toda sacralizada
A crença na evolução é doença, retrocesso
A crença na evolução é sentença de processo
A crença no big bang é rude, fútil e possessa
A crença no big bang é grude, caos e poeira
O cosmo em Todo O Universo
Não se oculta
Pelo contrário se revela
A Ordem no Mundo
Está degradada de tanto fazer
Dela a que a se rebela
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