Sobre a ambiguidade entre a ingenuidade e a maldade

 

Partimos de um entendimento degradante. onde em busca da nossa ancestralidade, 

Julgamos tudo muito obscuro. paramos de encontrar quando paramos de procurar

Achamos que os antigos em geral, são muito ingênuos ou são muito maldosos

O juízo é enviesado o anacronismo é reforçado, por ser antigo nada é bom e nada é mau

O senso do comum, reduz todos a um,  pelo simples fato de ignorar o que é singular

A singularidade fica fora do discurso, é tirada da narrativa, como parte da anarquia

Veja como faz sentido, o plural tirado do singular, já do plural só se tira o genérico

Em busca de pluralidade, ignoramos o singular, na busca da descendência embarcamos nessa nau

Debochamos dos antigos quando julgamos serem diferentes de nós, que nós evoluímos,

Progredimos anos luz frente aos nossos ancestrais, será que erraram tanto ou errado estamos nós?

Eram ingênuos em suas crenças, acreditavam em alegorias, nas clássicas fábulas de Esopo

Em mitos, lendas, heróis, semideuses, amazonas, centauros, gigantes, profetas e folclore

Acreditavam em muita coisa, agora não acreditamos em nada, incrivelmente cremos no nada

Que do nada viemos, para o nada vamos, que no princípio era o nada, e no final tudo volta a ser,

Como era. Pelo contrário entre os antigos sim sempre houve sábios, pois sabiam interpretar o texto

Comparavam o que estava escrito com o que era exposto, o que foi dito com o que foi escrito

Os antigos sabiam mais e nem precisa ir muito longe, foram eles que viram e construíram as catedrais

Foram eles os capazes de voltar e aprender mais, foram eles que deixaram rastros que não se desfaz

Foram eles que testemunharam o que não se testemunha mais, os santos com seus milagres pessoais

A antiguidade é muito ambígua,  mas sua cosmovisão nunca foi tão exígua como a dos tempos atuais

É difícil acreditar na plenitude dos tempos, nos mistérios serem feitos, na encarnação do Logos 

Na virgindade de Maria, na providência divina, na consumação das profecias, na sagrada Liturgia

Na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressureição da carne, na vida eterna, 

Eu também acredito, segundo o credo antigo, no velho e no novo testamento sempre comigo Amém







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O verbo é vivo não pode ser falsificado, é a segunda pessoa da trindade, a verdade não é conceito universal e sim pessoa em particular.

ACASO OU COINCIDÊNCIA? CAUSA OU CONSEQUÊNCIA?

Prova de Soneto