Filosofia. Ciência e Cultura

            

                

                Eu nasci há aproximadamente 5784 anos atrás, talvez um pouco menos, talvez um pouco mais. Lembrei de alguém. Mas deixa pra lá, ele e seu parceiro erraram feio nas estimativas originais. Não é demérito nenhum afinal de contas não eram astrônomos, sequer eram astrólogos Eram jovens místicos afeitos a poesia e tinham certo talento, verdade seja dita. Bem, não quero entrar em polêmica muito menos agora que ainda vamos embarcar nessa jornada heroica sem degradação temporal, retórica ou histórica. Não vamos partir da exatidão que caracteriza formal e metodologicamente as ciência exatas da pós-modernidade. A prova deve vir depois da investigação, da pesquisa ou experiência empírica. Não quero evocar de início nenhum texto base ou argumento de autoridade, mas sim vamos nos debruçar nas evidências que temos disponíveis de fontes diversas e irrefutáveis, que podem não estar de acordo sobre como tudo começou, a criação do universo. Porém elas podem nos proporcionar evidências muito mais valiosas e inequívocas de que iremos partir de premissas verdadeiras para não incorrermos em conclusão falseada, o que é tão comum e abundante em nossos dias e desde sempre, sem hiperbolismo. O tempo será a nossa grande evidência nesta jornada de auto reconhecimento. As evidências a que me refiro são os calendários das civilizações antigas que podem nos atestar a escala mais adequada de tempo que podemos usar para empreender a nossa modesta mas não menos pretensiosa pesquisa filosófica, científica e cultural interdisciplinar.     

                A nossa terceira categoria será uma síntese perfeita das duas anteriores.

Vamos acessar o pensamento humano, e logo, devagar um pouco sobre a passagem da nossa primeira categoria para a nossa segunda categoria enunciada. Ou seja, vamos tratar primeiramente da passagem da filosofia para a ciência. E posteriormente no escopo do programa vamos concluir dissertando sobre a passagem da segunda categoria para nossa terceira categoria elencada. Que é a origem e o desenvolvimento de uma ciência, que até então era atribuída apenas a deus ou aos deuses, como forças sobrenaturais que se manifestavam nos diversos aspectos da natureza sensível a percepção humana, com um certo amadurecimento de suas capacidades até então desconhecidas 

            A nossa terceira categoria será uma síntese perfeita das duas anteriores.

A filosofia e a ciência foram concebidas como uma dualidade muito característica pois não se trata de um antagonismo titânico, pelo contrário é um dualismo onde o que não está contido em um conjunto pode estar muito bem contido no outro. Não se trata de maniqueísmo ou gnosticismo seja antigo ou, seja moderno. Estou demostrando que a filosofia não se opôs em nada contra a ciência, ou ciências, no plural, se preferir para o bom o entendimento deste ponto até aqui exposto.

            Para concluir vamos discorrer sobre o florescimento da cultura propriamente dita.

A partir do sincretismo perfeito entre o filosófico e o científico, entre corpo e alma, que o terceiro elemento do nosso enredo se torna completamente ordenado, tanto no micro quanto no macro Cosmo. Até a confirmação autenticada do criador do universo, tanto a filosofia quanto a ciência, eram de certa forma peremptórias por não terem atingido ainda seu estágio completo, seu estado perfeito ou sua ordem plena.

            Surge uma voz que clama no deserto  Que é soprada lentamente por gerações ela anuncia que o senhor da criação lhes enviaria o seu mais importante emissário para estabelecer uma cultura perpétua que perdurará até o fim dos tempos. Pois tudo o que há um começo há de haver um fim. Mas, como assim o tempo terá um fim? Sim, a finalidade do tempo é para que não nos percamos na imensidão das galáxias e do universo correlato a grande criação. Deixe-me explicar melhor para que a nossa trajetória não seja confundida com um cometa errante do ponto de vista terrestre na cosmovisão de Ptolomeu. O tempo não é Deus, mas sim Deus criou o tempo também.

A filosofia surge como instrumentos para a pesquisa. O método científico foi concebido, testado e desenvolvido pela filosofia ao longo de aproximadamente cinco séculos. E a filosofia surge de que? Excelente pergunta. A filosofia surge da poesia, que criou o conjunto de relatos híbridos, históricos e fantásticos, com métrica, ritmo e harmonia. A filosofia surge da decomposição dos grandes mitos, da análise dos poemas cantados e decantados por gerações nos cinco séculos que a antecedem.

                - E a poesia quem ou o que a criou?

                - Bela pergunta.

                - A poesia por sua vez foi criada pela linguagem de maneira magistral.

                - E a linguagem? Quem, o quê, ou como foi criada?

            Chegamos à pergunta primordial. Respondida esta questão, podemos abandonar o movimento aparente retrógrado para retomarmos o curso corrente do tempo conforme o conhecemos desde os primeiros filósofos.

                A linguagem foi criada pelo Pai de toda a criação como gesto inaugural do universo.

            A linguagem estava com ele e foi através dela que o universo foi feito, não do nada como querem os cientistas do agora imediato. A linguagem era o Logos, o Verbo que transita por tudo e em tudo. O Verbo se fez ação, e por sua ação todo o resto que conhecemos foi criado sem período inflacionário e sem um caos despótico e desprovido de propósito como é mencionado em muitas cosmovisões da antiguidade. Como na teogonia de Hesíodo, por exemplo.

            Vamos tratar das evidências históricas, astrológicas, arqueológicas e antropológicas. Vamos seguir as pistas materiais que ficaram pelo caminho, semelhante ao fio de novelo que Ariadne presenteou o herói fundador de Atenas, Teseu, ou, Perseu, confirme com uma pesquisa simples, para que o mesmo pudesse adentrar o labirinto, matar o minotauro e encontrar a saída do labirinto construído pelo rei de Creta.


                Os calendários mais antigos do mundo chegam ao número 12. Uma dúzia de evidências paralelas que irão nos fornecer uma idade aproximada para embasar nossa cronologia sem se desfazer de todas as evidências antropológicas e histórica que podem nortear a nossa busca pela origem espetacular do tempo, do universo, do mundo, da vida e da humanidade no orbe terrestre. A filosofia surge da busca sincera e desinteressada da verdade sobre tudo que há de mais importante para o homem e nele mesmo. 

                A ciência surge da indagação sobre como o mundo funciona, como surgiu a vida e como ela se perpétua na geração dos seres que habitam a terra, os céus, mares e rios. Em última instância também se questiona e busca resposta satisfatória para as mais nobres indagações da sabedoria para chegar a verdade sobre tudo o que foi criado para se chegar ao porto seguro, ponto de partida e de destino a que todo ser vivente imbuído de inteligência, discernimento e bondade deseje alcançar com o triunfo irretocável do seu eterno retorno para além desta vida de provação, penitência e sacrifício.

            A cultura surge das crenças e tradições que lavram a terra, seus vales e campos férteis que provém alimento e sustento para todos os seres vivos sob a abóboda celeste. Porém a cultura só viria a ser plena, completa, estável e serena após o acontecimento propiciatório mais sobrenatural e definitivo realizado pelo criador, que se fez homem, a imagem e semelhança de uma simples criatura humana, o momento mais aguardado por toda a criação do Cosmo e em especial pelo próprio autor da natureza, o único ato preservador capaz de reestabelecer o desígnio originário traçado desde a criação dos tempos, com o objetivo sacro santo de elevar a alma humana até o altar santíssimo, dedicado a restauração da ordem universal, primária, secundária e ternária, instaurada como ponte suspensa que transcende, indestrutível, incontornável e indelével, para que a humanidade não ficasse desamparada, da plenitude dos tempos até o cumprimento escatológico de tudo que foi escrito em seu nome e pelo poder intransponível da sua palavra, pelo saber insuperável do seu mérito infinito e pelo amor incondicional da sua obra eternizada em todos os mistérios insondáveis da criação, em comunhão com o criador da natureza e da sua mais altaneira obra de redenção, a espécie ou o gênero humano, propriamente, Bendita seja a Obra e Bendito seja o fruto desta obra toda uma civilização erguida e amparada pela luz do cruzeiro


Bom dia senhor e senhora

Viemos louvar o infinito

Viemos pedir licença

Chegamos cantando o bendito


Pra nosso Padre Eterno

E pra Nossa Senhora dos Vivos

Bendito és o fruto do ventre

Mãe do logos Deus encarnado


A arte é causa sublime

E o efeito de todo o infinito

O verso deve ser cantado

O verbo deve ser colhido


De Adão até Abraão

De Abraão até José do Egito

No mundo já consumado

O verso do eterno é tão bonito


            Suponhamos que um dia você se interessasse em estudar teologia 

Porque percebesse que sua fé talvez Estivesse menor do que um grão de Mostarda e o Senhor em um sonho 

Lhe revelasse uma lista de livros. Com tudo o que foi escrito, impresso. E publicado sobre o tema, e ele mesmo 

Dividisse a lista em duas e dissesse: - Nesta lista de títulos você não encontrará verdade alguma, pelo contrário só encontrará mentiras contra meu reino, meus súditos e meus servos que militaram na terra em minha defesa e em nome de minha divina memória humana santificada. Já nesta outra lista de títulos com o nome de seus respectivos autores toda a verdade que você procurar será capaz de lá encontrar. 

          Imagine que alegria seria… Agora de nada adiantaria se não memorizasse cada lista com seus autores e referentes títulos bem clara em sua mente. Quem mente pra gente não quer o nosso bem. Logo não merece o nosso crédito. Talvez minta porque também não saiba a verdade e se engana achando que sabe, mas não sabe sequer, sobre tudo, a vastidão que sua ignorância abarca. Sócrates também foi condenado e executado em Atenas, berço da democracia, porquê não aceitou retroceder no compromisso com o caminho, a verdade e a vida que viria. Talvez disto, ele mesmo não sabia. Ironia fina. Em sintonia com Ele que Ainda viria.

            A Filosofia produz seu primeiro martírio, antropológico e humanístico, Sócrates bebe a cicuta, o veneno, como um bom cidadão de Atenas jamais faria. E não seria tão trágico se não fosse tão irônico.

A filosofia não carecia de martírio, de suplício ou sacrifício. A filosofia também era para estar fora disto. Ou melhor, permanecer fora deste juízo de valores. Mas não foi assim ao que tudo consta, ele morreu em cumprimento de um decreto político. Então, podemos inferir que a democracia, em um século em que esteve em vigor em Atenas tem em seu DNA, também no seu apogeu, a morte de um cidadão justo, ilustre e notável,  na sua constituição, por assim dizer uma mácula homicida, um enredo antropofágico, simbolicamente editando.

            Não podemos perder de vista uma coisa da mais elevada importância para todos nós, que temos a verdade como nosso fio condutor para dar-nos segurança e proteção para que não nos percamos no caminho da vida que é único. O outro caminho certamente levará os que o seguirem obstinadamente a mentira, que configuro aqui simbolicamente com a morte. Pois bem, tratar desta relação entre Sócrates e Jesus me remete a uma doutrina que me foi apresentada bastante cedo eu diria. O kardecismo. Me refiro mais especificamente ao Livro dos Espíritos em seu prefácio, na sua contextualização introdutória à filosofia e à religião ao mesmo tempo, concomitantemente. Cria-se ali uma substância híbrida, amálgama, estranha a ambos separadamente. Foca-se muito nas semelhanças embora tangencia completamente a diferença, que é muito mais esclarecedora e luminosa por assim dizer. Para ambos os temas tratados, filosofia e religião, o prejuízo é incalculável nas almas batizadas. Desconjuro o prejuízo que não faz na alma de quem sequer foi batizada. Apenas deduzo sabendo que aquela alma necessita dos verdadeiros sacramentos, para imunizar essa psique, ou pelo menos não lhe causar danos espirituais irreparáveis senão pela graça de uma perfeita conversão. Um mix de heresias milenares e seculares em um mesmo centro doutrinário. E a esta alma, ou espírito encarnado, no jargão da tenda, é  oferecido água fluidificada e passes mediúnicos como migalhas de energia espiritual desqualificada. 

            O que pode-se oferecer neste meio abundantemente é uma filosofia superficial de aparência enganosa, uma religião que subestima o sacrifício de Cristo é uma pseudo ciência naturalista, que rejeita a possibilidade que o ser humano tem de conhecer a verdade, decantada em cada área de conhecimento específico. E venha a se omitir, por covardia ou constrangimento de reconhecer que foi enganado justamente onde mais colocou sua fé no sagrado no andor da caminhada sem rumo, sem santa, sem santo, sem Rosário, sem novena nem  procissão. Que descobriu na verdade que tudo o que lhe havia sido revelado por esta falsa doutrina, na verdade, havia lhe sido de fato velada, ocultada, escondida, disfarçada, dilacerada, profanada, omitida. Assim, assassina-se a própria verdade e como ela não possui mais seu corpo material, orgânico, apenas seu corpo glorioso, que fez a primeira ascensão aos céus que esta terra foi testemunha pela sua ressurreição e pelo seu sacrifício, a mentira mal dissimulada sequer se dá ao trabalho de ocultar o cadáver como um crime perfeito preconiza. em seu estatuto. Assim conhecemos o selo da falsidade, da inautenticidade antes mesmo de conhecermos a própria verdade com seus selos reais e autênticos da singularidade.

            A diferença entre Sócrates e Jesus é patente e notória. Jesus foi anunciado por uma tradição profética sucessiva durante séculos, alguns estudiosos afirmam que existem fortes evidências de que ele já é prenunciado desde o início das escrituras, já em Gênesis, na promessa feita por Deus a Abraão de uma grande descendência, antes mesmo de ser abençoado com seu primeiro filho, Ismael. Seu filho com a serva de sua esposa.

Antes mesmo de Sara, sua esposa lhe gerar, Isaque o filho de sua promessa. Sem falar das profecias propriamente ditas que prenunciam a vinda do Messias

            Já Sócrates não foi anunciado por nenhum dos que lhe antecederam, pois não havia, nem houve, tradição profética semelhante a esta que envolve os mistérios da encarnação do Logos, de alfa e Ômega, do Verbo Vivo do Pai Celeste da Criação em nenhuma outra cultura letrada, oral ou escrita, em nenhum outro lugar, povo ou tempo histórico registrado no planeta. Semelhante a isto nada foi produzido, preservado ou representado em toda a história da humanidade. Nem sequer seria possível reproduzir, imitar ou falsificar esta façanha ou uma jornada como a de Jesus Cristo, filho de Maria.

        Sócrates teve seu esplendor Ético e intelectual descrito e atestado por Platão, seu admirador, discípulo e principal biógrafo de seu gênio, mas, ao que tudo consta, esta importante tarefa platônica só foi iniciada e concluída após a morte de seu saudoso mestre, a quem dedicou a maioria de seus diálogos colocando-o como protagonista central no conjunto da sua obra. Aqui também é bom pontuar que os Diálogos de Platão inauguram a literatura filosófica propriamente dita, ou melhor dizer, inaugura o que podemos chamar de primeiro gênero filosófico literário ou simplesmente o primeiro gênero literário filosófico.


Terceiro dia de escrita 


                Somente um discernimento cristalino, autêntico e genuinamente apurado é capaz de evitar ou dissolver uma confusão espiritual, psíquica e teológica em que nossa alma é lançada neste mundo de aparência, de engano e subversão em matéria do que realmente importa para encontrarmos a paz tão almejada que muitos procuram e apenas poucos as encontram.

            Uma batalha escatológica é travada no interior do nosso intelecto, para conduzir nosso entendimento sobre as coisas que realmente importam, e o destino será lançado a partir desta importante batalha. O artigo mais valiosas deste mundo é a fé fundamentada na verdade. Este mundo não é por si mal, como muitos por aí querem nos fazer crer e impedir que possamos acessar os nossos recursos mais preciosos. Que a saber são os artigos da fé na verdade revelada pela obra redentora de Cristo, que são capazes de restaurar todos os bens espirituais que nos foram atribuídos para que possamos reconhecê-la quando estivermos prontos para tanto.

            Esta batalha, como qualquer outra contenda mundana, tem como objetivo principal um profundo interesse comercial, econômico e jurídico. O pai da mentira quer barganhar com nossa alma, quer comprar ações quando estamos em baixa com a nossa fé. Por mais tentadora que seja a sua proposta, ela é sempre enganadora. Ele deprecia a nossa alma para que possa arrematá-la por um preço vil, aviltante para quem pagou o preço mais elevada por ela. A verdadeira economia deste mundo de aparências, de realidade duvidosa, é justamente as almas dos que para cá vieram, não para pagar suas dívidas como muitos querem nos fazer crer, pois o preço justo por elas já foi pago da maneira  mais escandalosa que um ser sublime seria capaz de pagar. E ainda assim custamos a acreditar, em quem nos deu e ainda nos dá todo o crédito para que possamos saldar as nossas dívidas com Ele e com este mundo que a ele pertence por divino direito inalienável.

            Aqui deixo um testemunho transcende, não sou santo, pelo contrário, sou um grande pecador, consciente das minhas faltas, dos meus equívocos, dos meus erros, das minhas imperfeições, dos meus deslizes, das minhas culpas, das minhas imprecisões, dos meus delitos, das minhas ofensas e da minha ingratidão perante o nosso grande fiador.

            A força que consagro para redigir está pequena, singela e humilde obra é redentora. Espero com ela poder saldar todas as minhas dúvidas, terrenas, terrestres, mundanas, celestes e divinas. Esta força que me ampara para dar cabo a esta obra é reforçada pelo compromisso intransferível que a mim foi confiado para livrar do pecado aqueles que possuem uma culpa infinitamente menor que a minha. Minha mãe, meu pai, minhas irmãs, meus sobrinhos, minhas sobrinhas, meus irmãos, tios, tias, primos, primas, a genitora da minha descendência, as minhas filhas amadas e meu único filho amado a quem devo a honra de instruir.

            E também àqueles a quem conheço pessoalmente, meus amigos e amigas, professores e professoras, e até mesmo àqueles que não conheço pessoalmente mas desejo sincera e solenemente que possam acessar o mais precioso Bem que podemos almejar nesta jornada passageira, transitória e desafiadora, ou seja a verdade perene e indelével. A verdadeira filosofia, a verdadeira ciência e a cultura verdadeira.

            Com a instrução de quem me instrui no presente instante até aqui. De quem me amparou e de quem sempre nos ampara verdadeiramente. Que o Espírito Santo, o terceiro aspecto revelado pela divina providência do único Deus com potência trinitária, a Santíssima Trindade, simbolizada e apregoada na cruz do Cristo, possa nos conduzir a um caminho seguro, honesto, justo e honrado, e que não nos desviemos mais de sua verdade criadora, cristalina e radiante.

                Esta obra da criação poética comunga com a própria obra da criação primordial, que em si, e, por si só, já é inspiradoramente miraculosa. No entanto, podemos percebê-la, podemos atestar sua veracidade, podemos nos mover nela, podemos saber que estamos literalmente imersos nela. Ela, a própria criação, é o que a pseudo filosofia de cunho materialista chama, e com propósito, de imanência. Ou seja, tudo o que podemos ver, tocar, sentir, querer e pensar.

                Este texto possui contexto, este texto possui pretexto. Este escrito, é testemunho de uma fonte primária.

Sinceramente original. Não sei se este testemunho a mim confiado é de minha inteira autoria. Sinceramente, não sei se este livro está sendo redigido por mim ou por motivo de força maior que me governa e conscientemente agora eu a reconheço como a fonte inesgotável de toda vida. Só sei que estou digitando praticamente com o polegar da minha mão direita. Só sei que estou apenas decodificando o que foi criptografado pela filosofia errônea, pela pseudo ciência e pela cultura estéril. Só sei que não é uma obra mediúnica, que não é uma obra psicografada e não é uma obra que possa estar na estante de títulos desta natureza duvidosa. Só sei que, pelo contrário, ela se coloca de maneira diametralmente oposta a estas que possuem esta característica de tradição enganosa e gritantemente antagônica ao que nos foi revelado nos Evangelhos canônicos, em todos os livros presentes no Novo e no Antigo Testamento.

                Acredito estar no meio desta empreitada lógica, no meio desta jornada intelectual e também no meio desta batalha espiritual edificada pelo nosso Pat criador dos céus e da terra, por intermédio do seu Filho Unigênito Amado e do Espírito Santo mensageiro dos dois polos, imanente e transcende, Senhor de Todo O Ser, que foi, é e sempre será eternamente o Único Deus do Universo.

                Escrevo este livro com o intuito mais elevado possível a um ser humano mortal e pecador, que é buscar a boa nova da aliança restaurada na encarnação do Verbo Sacrossanto e principalmente com o intuito de auxiliar aqueles que buscam o tesouro celeste espiritual antes do tesouro terrestre que nada vale comparado aos bens do Espírito que existe antes de tudo. Aqui faço uma pequena transcrição que julgo importante e inspiradora para o transverso desta obra. Uma quadra do poeta popular e menestrel cearense, Patativa do Assaré do livro “Ispinho e Fulô”


“Toda a natureza cheia,

Com os possuídos seus

É um grãozinho de areia

Na palma da mão de Deus”


                 Poderia elencar várias outras quadras deste grande poeta que recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Sorbonne, mas vou deixar apenas esta recomendação poética e literária de leitura e descoberta deste grande autor a quem aproveito aqui também para dedicar este ensaio poético, filosófico, científico e cultural em homenagem a sua obra magistral e sua preciosa memória. Poderia aqui desviar minha atenção e simplesmente me dedicar a fazer uma exaltação merecida e também cristalina da pessoa, do agricultor poeta, do autor de poemas e cordéis que, o mais simples e iniciante escritor de versos nordestino aprende a amar e admirar desde que conheça pelo menos uma ínfima parte de sua obra, mas quero e devo voltar a atenção ao que o poeta tanto bem retratou em cada obra e cada verso. A saber, a Natureza, maiúscula, e principalmente o seu autor, o nosso autor, o Pai Criador, na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, seu Filho Unigênito, que era e já estava com ele no princípio de tudo, na Criação do Universo, na origem do tempo, da terra e da vida humana sob a mesma abóboda celeste.

                Seria em vão tentar ludibriar um homem simples, semiletrado, agricultor e poeta como o nosso imortal, não por ter sido eleito a membro da Academia Brasileira de Letras, também aqui reconhecidos como tal, mas, porque que creio, e simplesmente creio, que neste momento o mesmo está desfrutando de uma visão magnífica, lá no alto da serra de Santana, na imensidão do paraíso, gozando no melhor, é claro, da companhia de Nosso Senhor Jesus Cristo e de todos os santos autenticamente jesuíticos, que lançaram as bases para a construção desta grande nau a que chamamos Brasil, inclusive da Educação, também maiúscula,  em sentido figurativo, responsáveis pelo método de formação clássica aqui plantada conhecida como ratio studiorum.

            Esta imagem me ocorre no instante em que penso no que devo escrever. Tive uma epifania em que visualizei os autores mencionados, Nosso Senhor e nosso poeta lavrador de mãos grossas e calejadas, acenando lá do alto. Cheguei a ouvir o que disse  Nosso Senhor em prosa franca sobre o enredo desta obra que está sendo escrita e desenhada ao mesmo tempo. - Veja lá Poeta Antônio, a obra de salvação que está sendo escrita sobre a criação da palavra, do verbo, da vida, da terra, da natureza, do filho, do milho, do feijão, do roçado de mandioca, da farinha, da farinhada e dos festejos de natal. da semana santa e de São João. Tudo isto poeta só está sendo dito e escrito por que uma alma, aquela alma lá embaixo passou a render graças a mim sem reservas. E ao meu Pai por tudo que está posto sobre esta terra inclusive a você, que mesmo sem saber ajudou a formar o caráter com a sua lira poética telúrica divinamente inspirada. Rude não é adjetivo para você poeta. Rude é adjetivo para quem adota cegamente uma cosmovisão estreita de mundo caótico e rudimentar.

                - O quê é isto pai? 

                   Meu filho me pergunta no translado de casa para a escola.

                - O quê? 

               Ele me aponta para um desenho em sua blusa. Esta garrafa aqui, um símbolo minúsculo. Neste instante eu pensei em Cristo e falei a verdade para a criança de cinco anos.

                - É um coquetel molotv filho.

                - Coquetel molotov !

                Ele exclamou. Com aquela cara. O que é isso? Eu me adiantei em responder para esclarecer do que se tratava aquelas duas palavras. Coquetel molotv é uma bomba caseira, feita com uma garrafa de vidro, líquido inflamável e um pavio. Expliquei direitinho e acrescentei. É uma arma de guerrilha. Arma de guerra? De guerrilha. O que é guerrilha? Guerrilha é uma guerra para obter o poder sobre a almas das pessoas e com isso promover uma revolução. A revolução é uma guerra em todos os sentidos. No sentido material, politico, econômico, filosófico, científico, cultural e espiritual. O nosso ofício não é esse negócio não. 

                O nosso ofício é com o sacrifício editado na revelação. Poderia dizer também de outra forma. O nosso ofício é com o amor ao sacrifício auditado na Crucificação. O nosso ofício é com o amor insurrecto renovado na ressurreição do Filho. Na Ascensão Gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo após seu ministério planificado e na revelação plenificada.

            Me ocorreu uma ideia que também poderá nos ser muito útil para exemplificar algumas inverdades seculares e algumas mentiras milenares disseminadas. Esta ideia se relaciona as ideias mas sobretudo as entidades que ousaram, ousam e as que ousarem querer se “beneficiarem” delas. Não se beneficiarão. Pelo contrário, se prejudicarão, se perverterão. Padecerão. Perderão seus bens efêmeros e espirituais por longas eras de provas e expiações. A ideia é evocar Dante Alighieri, o poeta, o autor imortalizado pela sua obra prima. O clássico dos clássicos A Divina Comédia. Que, ironicamente ainda não tive a satisfação de ler, embora saiba do que esta sua obra trata. Isto já é o bastante no momento. Depois, saberei quem ele sugeriu estar no céu e quem ele sugeriu que estivesse no purgatório e quem ele mesmo fez questão de enviar para o seu inferno satírico particular.

               É um enredo bastante tentador e sofisticado mas creio que não será necessário usar deste tipo de artifício nesta pequena obra, que pretendo compor em apenas seis dias. Não terei tempo nem força para tanto, prometo que sequer insinuarei que algum vivente do tempo presente irá para o purgatório ou para o inferno. Porém, me rogo do poder infinito do sangue de Nosso Senhor para promover uma defesa, como um rábula, pois nem advogado eu sou, por aqueles que foram perseguidos levianamente e até hoje quando seus nomes são mencionados por um motivo ou outro, algumas pessoas se precipitam endossando que esta alma deve estar no inferno de fogo. 

                Patativa do Assaré já foi agraciado com uma visão privilegiada em companhia com Nosso Senhor. Agora é o momento de restaurar a imagem e a memória de um autor brasileiro, professor e filósofo, amado e até idolatrado por alguns, e verdade seja dita, não são poucos, nem muito menos loucos, inclusive os que apenas aparentam idolatrá-lo. Haja vista que realmente o povo brasileiro carece de referências unívocas de pensadores, autores, professores e sobretudo de filósofos que produzam em sua língua materna diretamente aos seus compatriotas, sem rodeios nem firulas. Esta bola já foi levantada por ele diversas vezes e de várias formas. É patente a absoluta ausência de intelectuais de caráter honesto neste país. Agora já os que se apressam para mandá-lo pro inferno sem nem sequer o direito da graça de estar entre os bem aventurados no paraíso preparado por nosso Senhor ou pelo menos em uma morada mais amena no purgatório pagando suas penas temporais, perdoado e absolvido, mas em processo probatório por assim dizer. Pois bem, seria cômico se não fosse trágico o fato dessas pessoas ou entidades estarem tão longe da verdade e ainda assim querem se investir de prerrogativas moralmente condenáveis de julgar as almas dos mortos sem o devido processo legal que não é lícito a um ser vivente, conhecer os autos, interceder como promotor de acusação ou como juiz de comarca especializado em direito divino sem um pingo de misericórdia no coração. 

                   Sendo eles ou elas de esquerda ideológica, militam contra a verdade revelada e estabelecida em nome de uma idolatria coletiva imbecilizante. Não buscam a verdade se contentam apenas com o esforço estúpido do viés de confirmação. Olavo de Carvalho foi uma voz corajosa, dissonante de uma farsa incessante, e que ajudou o Brasil a ser mais contra revolucionário do que era ou fora a tempos atrás. Só por este motivo já teria motivo de sobra para imaginar que Nosso Senhor do Bonfim tenha arranjado um bom lugar pra ele por lá no céu, assim creio eu. Deus não deve castigar intelectuais honestos com severidade afinal de contas o senhor sabe melhor do que ninguém o rastro de destruição que uma mentalidade revolucionária traz ao mundo. Ele alertou muita gente, muita alma foi salva em nosso país por conta da sua oposição conceitual racionalmente embasada, a filosofia brasileira deve muito a este mestre, e a verdadeira história deve ser contada sem revisionismo, nada justifica que a mentira seja perpetuada em nossa nação. Está promovido por decisão monocrática do Supremo, está promulgado um lugar melhor para o professor Olavo de Carvalho no paraíso dos brasileiros. Lá a ingratidão humana não vai mais te amolar nem te importunar. Mestre pode orientar seus alunos em paz.

Assim termina o terceiro dia da criação

Por hoje tá bom.


Quarto dia de criação literária


                O divino autor da natureza é muito sábio.

Só ele sabe como, só ele sabe quando, só ele sabe onde, só ele sabe o porque das coisas antes mesmo delas virem a ser, no tempo, espaço e infinita é a sua sabedoria. O que sabemos é tão pouco que na filosofia é assim, quanto mais sabemos, mais sabemos que o cognoscível é fundamentalmente infinito e insondável.

                A revelação facilita o entendimento da vida humana. Uma vida longa, como a de Adão, Noé ou Abraão não seria suficiente para empreender uma pesquisa filosófica sobre um terço do que nos foi revelado através das Sagradas Escrituras. E veja que a primeira ciência propriamente dita é justamente, a da Criação, que há um Criador que criou este mundo, o universo, e tudo o que nele há, foi obra do Grande Autor do Cosmo. Tanto das coisas visíveis a olho nu quanto das coisas que só se pode ver com riqueza de detalhes com instrumentos óticos que só surgiram quando uma cultura civilizatória já havia se expandida em gênero, número e grau. Até Galileu, a cosmovisão cristã era um tanto ptolomaica, ou seja, tinha a terra como referência central no orbe celeste. O universo sempre foi o mesmo, já o ser humano mudou a sua cultura consideravelmente, mas, na fisiologia é praticamente o mesmo.  Aqui cabe uma pergunta sem a qual não avançaríamos em nossa pesquisa através dos tempos sobre o que é cultura afinal?

                Toda pesquisa séria deve necessariamente partir de uma boa definição sobre o tema delimitado.

Sem uma premissa verdadeira invariavelmente chegamos a outra premissa que talvez também não seja verdadeira, e inevitavelmente a conclusão que se prossegue de uma definição parcial do objeto estudado são premissas imperfeitas que nos levam a uma conclusão equivocadamente falsa.

            Estes são os princípios básicos da lógica formal lançados por Aristóteles, o pensador filosófico que podemos atribuir o crédito do que podemos seguramente chamar de ciência propriamente dita.

Eis o salto quântico e qualitativo que podemos inferir sobre a passagem histórica da filosofia para a ciência. A lógica é a pedra fundamental da ciência. Todo o edifício teórico-científico parte desta base elementar de estudo sobre a linguagem e a tudo à que esta possa consequentemente se referir sem inferir em um erro estrutural, que venha a abalar e até mesmo implodir todo o edifício teórico científico, filosófico e cultural.

            Não existiria filosofia sem que uma teologia a antecedesse, não existe teologia sem uma cosmovisão mediada pela palavra, substância, verbo, ação, predicado, complementos nominais, adverbiais etc. Ou seja, sem silogismo não há ciência. Assim como sem ação teológica não há pensamento filosófico formal nem abstrato. E sem ambas categorias previamente estabelecidas não há cultura vigente sólida. Sem cultura vigente sólida não há possibilidade de conhecimento necessariamente seguro, e sem isto não há, nem nunca poderia ter havido uma civilização humana ordenada, uma cosmovisão transcende da vida, da natureza criada, em suma do universo.

                Eu sei que é muito difícil para um ser humano, em plena modernidade, pós- modernidade, seja qual for o período histórico em vivemos, acreditar no que está escrito sobre a criação do cosmo, ou seja, da ordem, de crono, ou seja, do tempo, conforme nos é relatado em Gênesis. Tendemos à não crer no que foi revelado desde o princípio do relato bíblico. Pois, aparentemente é um completo absurdo.

            O “ser” humano, preso à mentalidade dominante contemporânea, o presente tempo histórico em vivemos, está em parte, contido no tempo, e na mentalidade vigente predominante, está, ora em acordo, e, em outra ora em desacordo com a teologia que vigora no presente momento. Já a nossa outra parte, está imersa em uma realidade cognitiva criada pela entidade humana, que podemos entender como a própria humanidade. Para que fique claro esta passagem do texto, vou sintetizar o que foi dito neste contexto. Em suma. Uma parte nossa está no tempo e a outra está na eternidade. Nosso corpo, mente, ações e etc. Está no presente, no tempo, a outra parte, nossa alma, espírito, ou como que que no retiramos a ela, está em parte conosco e em parte na eternidade, no mundo das ideias de Platão. Ou seja, uma parte da nossa alma é eterna, divina, imutável. Esta parte está completamente fora do tempo/espaço criado no princípio do universo material. A outra parte é temporal, histórica e transitória. E está intimamente ligadas ao tempo e sua transição a que chamamos de História, ou historicidade cronológica.


“Crianças do ar, velhos do ar, sempre mandam recado”. 

Cordel do Fogo Encantado 


            Temos um pensador na história da filosofia que vai nos ajudar em alguns pontos a avançar nosso entendimento em direção ao discernimento filosófico, científico e cultural. Baruch Spinoza, foi repudiado pela comunidade judaica em seu tempo histórico pela oposição oferecida a cosmovisão judaico cristã apresentado na Bíblia. Sua filosofia foi resumida com uma cosmovisão panteísta. Que significa que Deus está em tudo, em especial na natureza. Quais são as implicações decorrentes deste tipo de visão de mundo? Se Deus está em tudo, podemos concluir também, daí, posteriormente que, Deus não está em nada. E portanto, podemos deduzir que se Deus não está em nada, o Nada pode ser Deus, ou pior ainda. Deus não está em nada, portanto Deus não existe. 

Só o que existe é a Natureza, a natureza é tudo o que existe. Tudo o que existe é natureza. Percebamos que assim caímos em uma tautologia. A mesma coisa,  dita de diferentes formas, não deixa de ser uma coisa só. Logo, a Natureza passa a ser uma coisa qualquer, e não uma obra magistral produzida por uma vontade soberana e criadora, não chega a ser o Ser. Ontologicamente falando, o Ser é tudo que é. Ora, a natureza não é o criador, ou a criadora que seja, para concordar em gênero, número e grau, e sim o conjunto de todas as coisas criadas, inclusive os entes naturais, criados pelo Ser, que por sua vez é tudo o que é.

            Vemos assim que quando não estamos de acordo com o Ser, que tudo cria e tudo criou a partir de si mesmo, estamos abdicando, renunciando a parte mais importante de que somos constituídos. A parte que não pertence ao tempo, a nossa alma ou o nosso espírito que é eterno. Já sabemos disto desde Platão. Devemos perceber que o mistério da imortalidade da alma foi, é ainda é parte central da filosofia platônica. A revelação, para ser autêntica, deve estar ainda envolta em um mistério nunca antes revelado. Quando Nosso Senhor veio a este mundo esta verdade já havia sido exposta e pacificamente aceita pela tradição filosófica a partir de Sócrates. Logo, o Logos, o Verbo Vivo,  que já estava no princípio com o Pai desde antes da Criação do mundo e por intermédio do qual tudo que existe no universo foi criado, não veio para revelar o que já havia sido exposto, e sim para revelar o que na natureza ainda estava velado por desígnio do Criador.

            Retrocedemos, retroagimos em matéria de revelação? Não, absolutamente não.

            O universo é retrógrado?

            Não, absolutamente pelo amor de Deus !

            Eis um exemplo de paralaxe cognitiva?

            Ora se a imortalidade da alma humana já era uma verdade aceita, já era ponto pacífico na tradição filosófica anterior ao Cristo. O quê foi revelado pela encarnação do, Logos, do Verbo Vivo, por Nosso Senhor? Esta é a questão mais importante em matéria de Ciência, maiúscula. A revelação foi, é e sempre será progressiva e gradual. A revolução foi, é e sempre será retroativa e retrógrada,  As revoluções são essencialmente desastrosas. Diversas no plural, pois são os frutos podres da obstinação de não estar de acordo com a autoria e a hierarquia que sustenta e governa este mundo. A revelação, é o seu extremo oposto, é a concórdia plena e perene com o autor e hierarca do cosmo. A primeira revolução foi a dos anjos caídos. A segunda revolução foi o pecado original que implicou na mortalidade humana, no trabalho para o homem e nas dores do parto para as mulheres. E a terceira revolução qual foi?

                Excelente pergunta. Nos indaguemos à nos mesmos antes de aceitar ou estar de acordo com qualquer resposta histórica possível, provável ou plausível. Para mim, a terceira revolução foi a própria Crucificação do Verbo Vivo em Cristo. De longe, esta foi a mais grave e mais crítica de todas as revoluções ocorridas na História da Humanidade e de todo o Universo em expansão. Todas as revoluções posteriores a esta terceira revolução, são desdobramentos, implicações e consequências diretas desta terceira revolução.

            Percebamos que a primeira se relaciona com a segunda, a segunda se relaciona com a terceira e assim sucessivamente. Eis o elo maligno das revoluções. Por isto, não é possível servir a dois senhores ou duas senhoras que seja. Por isto mesmo não se pode fazer apologia à revolução sem estar em desacordo com a revelação, ou a verdade sucessivamente revelada. Por isto mesmo Jesus afirmou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Sua revelação foi, é, e para todo o sempre será perfeita, por ser completa, eterna, intransponível e imutável. Pois Ele, nosso Senhor, anunciou através dos seus servos, os profetas de todos os tempos, que viria na plenitude dos tempos. Partimos da premissa moderna irracional de que o homem é um ser natural. Logo a natureza criou o homem e o homem criou Deus. Percebe o absurdo lógico implícito nesta cronologia?

               Aqui tenho que colocar um ponto importante na história da teologia e da exegese bíblica. O pensamento de Ludwig Feuerbach, de origem protestante alemã, que influencia diretamente a Ideologia Alemã e o materialismo histórico dialético de Karl Marx, e o pensamento Freudiano, causou um estrago determinante no âmago da mentalidade moderna. Ele foi duramente criticado pela intelectualidade de sua época por ter escrito e publicado uma obra intitulada “A Essência do Cristianismo” onde a partir de suas preleções chegava à conclusão que: o cristianismo era a única religião do espírito, e que todas as outras religiões existentes no planeta eram religiões da natureza, deste mundo, da imanência. Ou seja, a vida é o aqui e o agora. Não existe outra vida e toda religião que professa algo diferente disso é portanto falsa. Logo foi anatematizado. Não foi excomungado por não ser católico. Mas, a própria teologia protestante tratou de rechaçar duramente sua doutrina com herética e portanto contrária ao cristianismo Por consequência desta obra, tornou-se persona non grata no meio acadêmico reformado, essencialmente protestante, e por extensão também no meio religioso como um herege amaldiçoado.

Foi obrigado a abandonar a cátedra, seu magistério universitário, e se refugiou no campo onde passou a morar e viver sozinho com seus escritos Durante este período continuou suas pesquisas que deu origem a uma segunda obra, agora não mais exclusivamente sobre o cristianismo, embora também tenha tratado dele nesta obra com bastante veemência. Suas preleções passam a ser dirigidas a todas as religiões a que deu como título “A Essência das Religiões”.

                Onde, talvez tentando se redimir ou se retratar, não podemos saber ao certo, por que motivo ou com qual intuito ele constituiu essa segunda obra, mas o fato é que ele vai além.

Ele formula a tese conclusiva de que “Deus não criou o homem a sua imagem e semelhança” mas sim “ O homem criou Deus a sua imagem e semelhança.” E para tornar mais robusta e irrefutável sua tese ele argumenta que se assim não fosse só existiria um Deus no mundo, ou seja, só existiria no mundo uma única religião. Pois o fato de haver vários povos, portanto, vários tipos de homens no mundo explicaria porque os homens criaram os deuses e não o contrário como consta na revelação original das Escrituras que anunciam a vinda do Filho de Deus ao mundo para cumprir tudo o que havia sido profetizado em seu nome desde a criação dos tempos,  e da aliança de Deus Pai com Adão, Noé, Abraão e toda a sua descendência posterior até a vinda de Jesus Cristo Nosso Senhor.

            É meus caros amigos e amigas,  por esta nem eu mesmo esperava. Não esperava ter que tratar de Feuerbach convosco. Mas fez-se necessário uma vez que talvez esta seja a mais abominável das heresias para desviar os filhos do Eterno das suas santas promessas consoladoras.

O Filho Unigénito de Deus já veio, e cumpriu cada letra, cada vírgula, cada profecia feita em vosso santo nome.

                Lembrem-se de que, tudo que dissemos…Ou já se cumpriu ou ainda há de se cumprir solenemente. Tudo que dizemos poderá ser usado contra nós no tribunal do Juízo Final. Aquele que paira sobre nós sabe tudo o que foi proferido pelos nossos lábios. E sabe até quando não fomos nós quem primeiro proferimos tais abominações aos seus ouvidos. 

                Portanto, orar e vigiar ainda se faz extremamente necessário principalmente nos momentos probatório como os que estamos sujeitos. Pois se tais palavras, não são de nossa inteira responsabilidade, não foram plasmadas por nosso exclusivo intermédio, as retirei de seus lábios, arrependendo-se dos nossos enganos por menor que seja a nossa participação.

Retirai tais palavras, teses abomináveis, de vossos lábios, ouvidos, mente e coração. Rogai ao bom pastor para que ele não vos abandone por falta de arrependimento sincero. Rogai para que ele nos conceda o arrependimento, o perdão e uma conversão perfeita com sua divina vontade. Pois foi através dela,  da vontade soberana do Pai que Ele, o Filho foi capaz de fazer o que fez por todos nós com o intermédio do Espírito Santo. Dogma é uma palavra muito mal definida entre nós. Uma coisa é o conceito da palavra ou coisa é a sua definição usual. Sei que falar do dogma parece coisa de doutores em teologia mas é preciso desconstruir justamente isto. O senso comum usa uma definição de dogma bastante superficial ou bastante tangenciada. Partimos da definição que eu aplicava até entender que não se tratava exatamente disso. O dogma é uma verdade inquestionável. Você acredita ou não acredita. Você já ouviu ou usou essa definição alguma vez? 

                Muitas pessoas acreditam em Deus, creio até que a grande maioria delas acreditam piamente. Embora tenham uma dificuldade que eu também tive pois trata-se de um dogma de fé. No caso o dogma da Santíssima Trindade. O primeiro que deve ser apreciado com muita competência. Todos os outros dependem deste primeiro. Deus no Cristianismo é o único e o verdadeiro três em um.

Hoje mesmo em uma breve conversa enquanto meu filo cortava o cabelo o assunto veio a tona. Educação dos filhos coisa é tal, flui para a filosofia chega em religião que tendo levar pra lógica ou teologia. Então eu perguntei:

                - Mas, você acredita em Deus.

                - Eu acredito em Deus só não sei quem ele é.

                 Então eu pensei comigo mesmo  Ele sabe quem é Deus só não esta associando o nome a pessoa. No caso o nome à divindade. Ele disse quem é não o que é. Pode estar a um passo de entender isto, que não é tão simples mas também não é tão complicado assim de se entender. O problema é que na modernidade a teologia foi e continua sendo sistematicamente atacada por todos os flancos, atacada por fora e atacada por dentro, pois a teologia representa a igreja fundada por Jesus Cristo na terra com todo o seu simbolismo e sacramentário litúrgico, devocional, único em todo o universo. O cristianismo não está envolto em mistério, ele é o próprio mistério da criação do universo, do céu, da terra, da vida, morte e ressurreição do Cristo. O cristianismo não está envolto em milagres, ele é o próprio milagre.

                O problema é todo este. O brasileiro não conhece o Brasil. O cristão não conhece o cristianismo. O ser humano não conhece a História da humanidade se a conhece suspeita que a verdade pode não ser esta. Tipo isto. A História da humanidade é tão simples o resto já está feito. É simplesmente a reta compreensão dos dogmas de fé do Cristianismo. É não só conhecer, a História É reconhecer que toda a História passa por Ele o Filho unigênito de Deus Pai É reconhecer que Ele já era O Ser Responsável pela Criação do Universo Roteirista Revelado da História A História da Humanidade é o Próprio Profissional. A Verdade toda é que Ele mesmo traçou o Caminho da Vida .Já era Deus se Fez Homem  Para nos revelar o Próximo Episódio da História Humana AGORA RESSURECTO E DE POSSE DE TODA A CRIAÇÃO.


Nem sacerdote nem só um mero escriba O humilde convertido servo da Sagrada Família

05/04/2024 Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, Ceará, Brasil

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