DIVERGENCIA DA ANTIGUIDADE / A QUERELA DOS UNIVERSAIS



Realismo, nominalismo e Idealismo. Três teorias da linguagem. Duas destas três correntes dialéticas são anteriores à filosofia de Platão. Platão alude a este tema, na expulsão dos poetas da República. Pois o mesmo autor confessa ser essa uma divergência tratada pelos antigos e herdada por eles. Portanto, ele forma uma espécie de terceiro excluído. Nem realista, nem nominalista, o idealismo ganha escola. A literatura atinge um importante estágio instaura a filosofia com um conjunto ilimitado de temas através do Diálogo, sua primazia literária está essencialmente aqui, no atestado histórico de nascimento da filosofia clássica o uso da escrita como ferramenta para registrar um inventário em diálogo de quem nada escreveu mas protagonizou o ato mais infame que escandalizou os amigos do sábio Sócrates, mais personalidade que personagem, diga-se de passagem Aristóteles adere firmemente ao realismo, desenvolvendo seu tratado lógico e discordando na prática de sua escola tanto dos nominalistas quanto dos idealistas com grande grau de eficácia. Alexandre o Grande comprovou a supremacia do ensinamento do seu preletor, Iniciando um novo período que encerra a era clássica e evoca o advento do helenismo, onde a cultura grega resvala por toda a extensão do império macedônico. 


Com com a morte precoce do imperador a fragmentação do império macedônico cedeu lugar para roma alçar um posto de transição entre sua forma de governo original República passou a ser o maior e mais vasto Império Militar do mundo antigo. O divisor de águas foi justamente o menino Deus que nasceu em Belém, foi em retiro para o Egito mas voltou para Galileia e cresceu em  Nazaré. E a História segue, o caminho está posto, a verdade está pronta, a vida estava plena. A própria plenitude dos tempos estava devidamente determinada o que apenas a glória de Deus é capaz de autenticar. O fato é que a sabedoria humana alcançou a plena ciência divina na pessoa de Jesus. A verdade não é simplesmente que Jesus encarnou a verdade neste mundo. A sua revelação é perfeita pois é completa, eterna e irrevogável. A verdade é que Jesus é a Encarnação do Logos, do Caminho, da Verdade e da Vida por toda a Eternidade pois estava junto ao Pai, já no Ato primordial da Criação. Ou seja, Ele é o Filho e por meio dele todo o Universo foi manifesto por ordem de um único crepitar de seu âmago, com um simples gesto, uma expressão de sua Palavra o Livro da Vida foi decretado e instalado seu reino sobre toda a natureza. Assim Jesus é o Próprio Artista Divino, causa primeira, causa eficiente e causa final para que toda criatura de Deus deve dar graças pela existência mortal e pela partícula eterna essencial


A criança, primeiramente, entende tudo literalmente. É assim que ela aprende as letras, é justamente assim que ela empreende o seu letramento. Aí também reside a razão da pureza, da inocência e da inteligência infantil. O adulto não, em grande parte já perdeu a pureza literal, a inocência e a inteligência verdadeira, para muitos o que resta é só a ingenuidade própria de um adulto que pensa que sabe, mas desconhece inclusive o que de fato não sabe. O adulto com o senso comum, tem o péssimo costume de reduzir uma Escritura de tradição literal em uma interpretação literária qualquer. Ledo engano. Adulterar para crer. Isto sim é que é inacreditável. O pior adultério literalmente é adulterar o contrato e só crer no que não foi dito, escrito e portanto não pode ser lido. Eis o perfil moderno do adulto, mais tolo que um antigo médio.


Tópico. utópico e distópico.

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O verbo é vivo não pode ser falsificado, é a segunda pessoa da trindade, a verdade não é conceito universal e sim pessoa em particular.

ACASO OU COINCIDÊNCIA? CAUSA OU CONSEQUÊNCIA?

Prova de Soneto