Como podemos chegar à essência, à causa e à relação? Como podemos chegar ao caminho, à verdade e à vida?
Como podemos achar qualquer graça no que julgamos já saber, exatamente o que vai acontecer? Como podemos achar qualquer graça, em uma comédia que já conhecemos Há muito tempo? Como podemos nos comover com uma tragédia que aconteceu há muito tempo e julgamos conhecer bem? Julgamos saber se tratar de um assunto criado pelo ser humano. Julgamos que a religião é coisa dos homens. Julgamos que a história da civilização humana é somente obra humana. O sagrado foi saqueado pelo impostor maligno mas, seu seguro é eterno, infalível e integral. Julgamos do alto da nossa gigante humana ignorância que a igreja é a instituição mais corrupta de toda a História. Como podemos não nos perguntar? Será mesmo? Será que o mais corrupto não foi, é e continua sendo o próprio Estado?
Será mesmo que a corrupção não provém de outro lugar? De outro espaço e tempo? Será mesmo que o impostor, o pai de todas as mentiras, não nos enganou como patinhos por um bom e longo tempo? Será mesmo que a corrupção não entrou na história para a humanidade a partir de um pecado original? A partir de tropeços nas mentiras que o impostor semeou desde o momento em que nossas vidas se cruzaram? A bagunça não está no ambiente, está na nossa própria mente. Domingo é dia de revelação e sobre o essencial devemos buscar saber essencialmente tudo. Eis uma grande verdade ontológica. A disciplina protofilosófica que trata do Ser. A verdadeira humildade não se alicerça no terreno da moral e sim no campo da própria ontologia que se dedica ao estudo do Ser, que é essencialmente metafísico, teológico e teleológico ao mesmo tempo e espaço e disciplina. Com a justa revelação percebemos que a humildade repousa no campo do reconhecer-se um ser, um ser não um ente, pois quem escreve sobre este conceito ontológico essencial referindo-se ao ente como um ser, principalmente um Ser, com letra inicial maiúscula, este mente sobre o essencial sorrateira e enganosamente.
É poesia pura, chega a beirar a maestria, chega a trazer a luz do sol, chega a beijar a maresia. O que é ontologia afinal? Porque a verdade sobre a humildade reside lá e não no solo árido da moral? Porque reconhecer-se uma criatura com uma parte da natureza divina, a alma, o espírito do Ser em cada ente, imortal, soberano e sorridente, é a verdadeira humildade que nos leva a viver eternamente, no seio e no amparo do Sumo Bem que é O Ser, aquele que é que foi e não deixará de Ser jamais, embora viemos a nos equivocar e estarmos completamente enganados e com o entendimento corrompido se tratando desta singela porém complexa matéria que também não é uma matéria pois não descansa no mundo material. Neste aspecto é mais seguro nos referirmos ao estudo do Ser, a ontologia teleológica propriamente dita como uma disciplina talvez a mãe da metafísica, a essência teológica da doutrina filosófica a que convenhamos, vulgarmente denominada, como filosofia grega antiga e clássica. Pois bem, não convém mais delongas. Voltemos ao tema da questão. De reconhecer-se essencialmente criatura, ente criado do Ser criador. E não uma besta fera na infinita noite escura das trevas da alma, que pretende ser um Ser, ou quando não o próprio Ser que a ela e a todos criou, o Ser dando o melhor de si para que não se percam as suas criaturas amadas e adoráveis no seio da mãe, da imanência, da matéria. Não se ofenda caso alguém lhe chame criatura, pelo contrário, é motivo para se alegrar, se lembrar, se reconhecer, se conformar, se confortar e se regozijar com esta simples verdade.
A humildade é impraticável para a pessoa que se perdeu no caminho, na verdade e na vida e acha que é produto exclusivo de si mesma. Que não é criatura criada e se ofende se alguém ao menos insinuar ser patente esta verdade fundamental. Somos criaturas sim. quem não reconhece esta verdade se opõe ao próprio Criador e ao desígnio resoluto majestoso e manifestado em Toda a Criação. Do Universo, do Céu, da Terra, dos Anjos e de toda a espécie humana. A humanidade deve repousar na humildade de se aceitar criatura mortal porém, paradoxalmente eterna também ao mesmo tempo, concomitantemente.
Rezo pelas almas que fazem esta passagem sem este simples bilhete da sincera humildade.Do ser humano adulto ao ser criança humana. Tratemos de Educação dora à frente. Não só da educação do corpo e da mente vivente, mas também da alma, do espírito que anima o ente humano presente. Doravante não tratamos mais da educação, mas, somente de Educação, de educação de fato, para que não facilitarmos corromper as almas daqueles que nos foram confiadas para esta mais nobre e necessária ação da missão digna de ser essencialmente humana e humanizadora. Emancipadora e redentora no que concerne a eternidade colocada fora deste tempo, mas não deste contexto complexo que é educar.
Educar não é transgredir para existir, não é criar nem é transformar, não é hostilizar nem é potencializar, não é em última instância emancipar ou revolucionar como tecnicamente se ensina por aí, na escola, colégio, faculdade, universidade e até no cemitério. Educar é o oposto disto. É instruir que tudo isso existe mas não resiste a verdadeira educação reveladora que é diametralmente oposta a esta educação que se diz libertadora. Pois de fato ela não liberta, pelo contrário ela somente escraviza, só visa corromper a nossa cosmovisão sacrossanta da vida sobre a eternidade do espírito.
Educar é verbo, é a ação de fato de instruir o indivíduo, a comunidade e a sociedade à alcançar o caminho de redenção dos erros, equívocos e enganos aos quatro ventos disseminados em nome de uma mentalidade decaída, modernista e globalista, que, visa aprisionar a consciência de crianças, jovens e adultos na obstinação da morte sobre as verdades reveladas pessoalmente por Cristo e pelos que se lançam ao mar nesta missão apostólica e redentora que realmente atuam em nome e a mando do Santo Cristo crucificado, apregoado no madeiro por vir trazer a boa nova para toda a humanidade. A pobreza não é castigo, não é desígnio, não é destino é penitência voluntária de uma escolha inconsciente displicentemente instalada em um subconsciente.
Ontem morreu Ziraldo, autor do personagem infanto juvenil nacionalmente conhecido em todo o Brasil, tanto a personalidade de seu autor, Ziraldo, quanto o personagem criado a partir de sua pena, o Menino Maluquinho, marcaram significativamente o imaginário de gerações inteiras. Tratemos primeiro do personagem criado para depois chegarmos ao tratamento adequado a personalidade humana de seu idealizador. O personagem O menino Maluquinho fez parte da minha infância por isso mesmo estou mais familiarizado à ele do que a seu autor humano, adulto e renomado em nossa literatura nacional infanto juvenil.
O personagem veste os hábitos contemporâneos de um arlequim, arquétipo clássico, da comédia da arte, da literatura medieval européia. Seria uma espécie de João Grilo antigo, personagem da literatura de cordel nordestina plasmado pelo gênio de Ariano Suassuna, idealizador do movimento Armorial e de sua obra “O Auto da Compadecida” adaptada para o cinema e para uma série televisiva em quatro episódios em cadeia aberta nacional. Os personagens elencados não são exatamente o que podemos de originais no aspecto mais estrito e puro do termo original, tanto o João Grilo de Ariano quanto o Menino Maluquinho de Ziraldo. Mas, isso não nos interessa tanto quanto as personalidades que lhes deram vida, os autores humanos que aprendemos a admirar, por trás de suas obras. De Ariano não quero tratar aqui e sim de Ziraldo que nos deixou ontem ao concluir sua passagem pelo mundo, do corpo vivo e livre, para criar sua obra através de sua arte.
Recebi esta mensagem pela mãe dos meus filhos dando a entender ou pelo menos insinuando que o que venho alertando sobre revolução, revelação e educação é falso, é incorreto, é impreciso, precisa ser refutado por alguém que tenha mais autoridade que eu, em todas as três grandes áreas já mencionadas. Eu que sou o pai de nossos três filhos. Escreverei um artigo crítico, científico, cultural e filosófico refutando cada ideia, cada conceito, cada letra, cada ponto, cada vírgula desta nota póstuma. Tarefa de domingo pois dela depende a saúde espiritual de nosso filho e nossas filhas.
– Se você não tem nada melhor pra fazer, fique à vontade! Depois eu que gosto refutar
- Eu não tenho nada mais importante do que isto no momento para fazer. Não refuto porque goste de refutar, refuto porquê é necessário que seja refutada toda a mentira maligna plantada no coração humano por obra do nosso impostor adverso.
A erística é a nova sofística, a arte de vencer um debate mesmo sem a razão estar do lado. Encerro dizendo que espero sinceramente que o Ziraldo tenha feito uma boa passagem. Que tenha morrido em estado de graça, com mais revelação do que revolução no coração. Ainda tenho que dar cabo a esta tarefa pois dela depende a sanidade espiritual dos nossos filhos. E a sanidade espiritual dela também tenho que zelar. A dificuldade aqui incrivelmente maior é esta, você faz um esforço enorme, lógico, científico e racional para reconhecer que havia há muito apostatado, que não cria inteiramente na verdade revelada nas escrituras e agora eu creio integralmente. Portanto chego a uma perfeita conversão. E logo percebo o quanto minha conversão é importante não só para mim mas também para o meu próximo. O meu próximo é justamente Ela, a mãe das nossas filhas e do nosso filho que é singular. Como posso não correr o grande risco de grave dano de ajudá-la a sair desta caverna juntos com nossas filhas e no filho?
O risco é enorme mas não tem como não pagar este preço, sabendo que trata-se da sanidade de nossas almas. Dos inocentes que foram confiados a nós para cumprirmos com honra a mais nobre missão que um casal recebe em conjunto para lograr êxito e dar graças a Deus. Pai, Filho, Espírito Santo e ao santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. O cristianismo é a única religião sobrenatural deste mundo, Isto não pode ser ignorado. Isto não é pouca coisa. Uma religião inteiramente constituída de milagres autênticos e genuínos
Cego é quem não quer ver, bem aventurados aqueles que crêem sem que tenha preciso ver. Hoje creio que o Cristianismo, remonta simbólica, histórica e literalmente, cinco mil setecentos e oitenta e quatro anos de tradição milagrosamente preservada por obra do próprio Logos que já era Uno com o Pai antes mesmo da criação do universo. O próprio autor da Criação, o Verbo, A Palavra a Ação preservou para que fossemos capazes de crer sem precisar ver, com olhos só bastando ler. Creio na Genealogia de Jesus até Abraão, e de Abraão até Adão segundo o evangelho de Lucas (3:23-38)
Somente a única religião sobrenatural deste mundo foi capaz de Criar não só este mundo, mas, foi também capaz de Criar Todo o Universo que o circunda e o observa atentamente. A final, ou melhor, a princípio, a vida partiu daqui. crença por consequência lógica, concreta e abstrata. A razão só sede a inteligência para que se conheça e reconheça a verdade, não só a verdade revelada mas a verdade revelada como a verdade em si mesma. A única assertiva que deveria com razão se chamar verdade. Pois não podemos imaginar uma verdade maior e mais majestosa do que está, do que O Cristo. É difícil crer mas posso garantir difícil mesmo é ignorar ou até duvidar. Pois duvidar disto lhe fará acreditar em absurdos monstruosos, dolorosos e extremamente perigosos. A verdadeira Economia em jogo é das almas deste mundo. Não deixe que o impostor corrompa mais o seu espírito com mentiras que barganham nossas almas. Se abrigue na Luz, em Nosso Senhor. Pois o impostor nada pode frente ao seu poder infinito.
Já ofereci motivos de sobra para ela acreditar, e pra você também, só não crer quem não quer. Só não quer crer, quem não quer se desfazer dos seus ídolos malignos frágeis com os pés de barro. Não vou forçar argumentos para que creiam no bem da verdade. não irei forçar argumento, faça seu próprio julgamento, comprometa-se com o justo, com o belo e com o bem.
Sobre a nota póstuma resta terminar de refutá-la, pois cada conceito ali me é muito caro, a começar pelo papel da arte na Educação. começa assim: (Em tempos de patologização da infância (...) a simples e potente representação de uma “criança arteira”.) O começo já é aterrador para mim. Para se fazer uma elegia fúnebre merecida a um senhor,o autor da nota coloca a infância em um lugar patológico, chega a me dar um asco, um nojo, deste tipo de coisa, ao fazer uma crítica cultural de uma como esta. Mas, preciso ter estômago para ir até o fim. Não conseguirei ser elegante naturalmente. Paciência comigo. Ele vem definindo a ‘criança arteira”. Primeiro ponto de sutileza, a criança na descrição não faz arte, ela faz ‘arte’ percebe as aspas? Piora ainda mais quando ele faz uma definição não da arte mas do, fazer arte. ( Fazer arte, desde Freud, é sublimar, transformar uma pulsão hostil em algo vivaz, produtivo e não destrutivo.) Ora aí eu perguntaria: Freud fez arte? Freud foi artista, especialista em arte, crítico de arte? Freud explica a arte, ou o fazer arte? Freud explica, ou explicou a arte, ou ele explica, ou “explicou” a pulsão que para ele estava associada ao sexual? Será mesmo que este sublimar, transformar de uma pulsão hostil em algo vivaz? Suspeito fortemente que sublimar e transformar uma pulsão hostil em algo fatal e não vivaz, destrutivo e não produtivo, é o fazer arte que predomina desde Freud.
A “criança arteira” como aquela que transgride. E transgredir, não como uma ação condenável, mas como um rompimento de um padrão estabelecido e hiper disciplinado.
Ora o que sempre foi bom agora é ruim e o que sempre foi ruim agora é bom, pelo menos desde os tempos de Freud. Você entende, verifica, certifica, reconhece aí uma completa inversão de valores? Ou vamos avante no texto em busca de um absurdo maior que lhe convença? Vamos resumir pois é o suficiente. Na nota o autor alega que: ( Sim, nos preocupamos com as crianças que tão somente transgridem, mas lhe preocupa mais a criança que nunca transgride, que sempre obedece e que assim , se coloca como objeto)
E continua a inversão literal de bons valores, bons costumes subvertendo completamente a ordem, a disciplina, a obediência. Então eu pergunto. Quem em santa consciência vai endossar este tipo de educação para seus filhos como uma coisa boa?
Somente uma pessoa que não sabe definir bem o que é a verdadeira educação é capaz de não perceber isto. Que patina escorrega e cai desastrosamente quando falha em definir um conceito de mais alto e elevado valor para a formação humana como o conceito de Educação. De que depende todos os outros valores humanos tradicionais que este mundo tão patologizado tanto carece e tanto se esforça para tentar eliminar completamente semelhante a fé que não brilha mais tão intensamente como em outrora, neste orbe azul celeste tão especial do universo e ao mesmo tempo tão vilipendiado por essas inverdades ao meu ver nada sutis. Eu fico injuriado em ter que refutar um troço como este, como esta nota de permissividade cultural expandida, expansiva e ilimitada que só gera rebeldia, corrupção, degeneração e tudo que não tem valia neste mundo de provas e educação.
O autor da nota conclui dizendo. “...que se coloca como objeto ( lembro que objeto não deseja) disciplinado que apenas responde a demanda de outrem por toda a vida. Algumas pequenas transgressões são necessárias.
Fazer “arte” também é transgredir e transgredir também é uma forma de existir.
Na nota observamos que o autor se esforça miseravelmente em inverter toda uma lógica educacional em nome de uma interpretação psicanalítica que envolve a “arte” da “criança arteira” e nunca sobre a arte de ser criança natural e verdadeiramente, sem esforço, sem transgressões “necessárias” para se fazer aceita como indivíduo, criança disciplinada e obediente pois o que uma criança mais necessita é de uma clara noção de limite, de cuidado e de prudência para não ser feita por objeto pela ação nefasta de outrem, que no fundo nem se importa com ela, porque ela pode ser qualquer uma, e a educação revolucionária não se importa com todos como diz quando discursa em público ou em notas fúnebres como esta soltas na internet para ludibriar jovens, adultos e crianças. No fim ele apela dizendo, sem definir arte em nenhum momento. De também em também até cair no abismo patologizante de um lema absurdo que é: transgredir para existir, o contrário faz todo o sentido. Não transgredir para existir de fato e verdadeiramente em uma alma ordenada, que não seja escrava dos desejos, das tentações e das promessas furadas que ouvimos por aí.
Não dá em nada filho pois tu ainda é de menor, tu não tem nada a perder exceto o teu futuro moleque arteiro. Eu duvido que tu faça isso. Se tu fizer eu digo que você é homem de verdade, não é só o menino maluquinho personagem infantil do velho Ziraldo. Pode ser qualquer bicho solto velho por aí, de Zé pequeno à Dadim, pra ficar por ali na Cidade dos Homens e fora da Cidade de Deus.
Em uma quadra de sua lavra, Patativa do Assaré nos brinda com estes versos que transcrevo aqui para ilustrar perfeitamente a educação, sua essência, sua causa e sua relação com a humanidade.
" A natura por capricho,
Te formou bem diferente,
É gente virando bicho,
E bicho virando gente."
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